Entre cigarros e cervejas

Já teve algum texto que brotou do teu coração? Esse veio do meu.
Leia com carinho por favor.
Essa introdução foi escrita após ele estar pronto, se quiser se aproximar mais do modo que eu estava ao escreve-lo, ouça Maria Gadú enquanto lê.

Eu me obriguei a crescer muito rápido.
Nunca foi minha intenção ser “criança” por muito tempo, louco isso né?
Mas apenas te digo a verdade, tudo que eu queria era crescer, me tornar independe e dessa forma não prestar mais contas para ninguém.

E sendo assim com 16 anos eu fui emancipada, e fui feliz (mas no fundo acho que nesse momento que parei de acreditar em papéis), logo eu descobri que a unica coisa que mudava era de que eu podia assinar meus papeis de empregos sozinha, porém continuava sem poder fazer hora extra depois das 22h, descobri que apesar de poder morar sozinha, nenhuma imobiliária ou dono de imóvel estava disposto a alugar uma residencia para uma “menor”, descobri que 16 anos é uma péssima idade para tentar ter um relacionamento sério com uma pessoa, descobri que estudar a noite é mais comodo porém as tretas também são maiores e por fim descobri que é nessa idade que desenvolvemos alguns dos principais vícios que podem nos acompanhar durante a vida.
Com 16 anos pude descobrir o quanto um maço de cigarros acalmava o meu peito que parecia ter uma prensa o esmagando contra o chão e que cereja barata era na verdade um gole de esperança num mundo tão turbulento.


As consequências?
Muitas….
Começamos pelo leve stress de sempre ter que pedir para alguém comprar ja que mais uma vez o pedaço de papel não me garantia essa liberdade, passamos ao fato de que eu tinha um salario super apertado e uma boa porção dele ia para ambos os vícios (não me leve a mal, mas quando a sua vida é uma verdadeira merda você precisa de um escape, o meu mais vezes era a minha ceva gelada ao som de lanterna dos afogados da Maria Gadú).
Já disse que não se deve ter um relacionamento sério aos 16?
Então a outra consequência era as incansáveis discussões, já a soma de um relacionamento de merda + “estar alta” + temperamento forte/agressivo tinha como resultado desastre.
Aos 17 eu já havia parado de fumar (é muito caro manter, novamente precisamos de sinceridade nesse mundo), fumando apenas em crises fortíssimas de ansiedade até os 19 anos, porém a bebida sempre foi meu calcanhar de aquiles, aos 21 eu estava bebendo quase todos os dias, e bom, vamos as consequências de novo?
Um verdadeiro rombo no orçamento, constantes dores de estômago, meu sono estava extremamente desregulado (bebia muitas vezes para dormir por sofrer de insônia), e constantes cenas vergonhosas com amigos (esse é o menor né? ~risos~).
Aos 22 após uma terrível bebedeira (o melhor modo de te explicar é dizendo que eu estava bem, bêbada e não enxergava um palmo a frente do meu nariz, não sei te dizer mais) optei por não beber nada alcoólico, então enquanto te escrevo esse post faz quase 4 meses que não encosto uma gota de álcool na boca.

Parei de beber para sempre?
No começo eu acreditava que sim, estava muito convicta disso, mas agora minha mentalidade vem sendo modificada muito e estou levando o lema de viver um dia de cada vez, então a resposta dessa pergunta oficialmente só poderei te dar em meu leito de morte (espero que demore bastante :D).

Tem alguma experiencia parecida com a minha?
Como é a tua relação com esses “malditos prazeres” da terra? kkkk
Me conta aqui nos comentários, vou adorar saber.

Gaúcha, colorada, completamente louca por maquiagem e muito apaixonada pela vida. Prazer sou Eskarlet, uma publicitária em formação.